quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Falta de informação. Uma herança?

A informação é a grande arma contra a estupidez dos atos.


O que se percebe no Brasil, e talvez em todo o mundo, é que quanto menor a classe social, menor a informação. Boa notícia é quando sabemos que há exceções - o que não acontece com muita frequência.


Por falta de informação adolescentes entram cada vez mais cedo na vida sexual, no mundo das drogas, no mundo dos preconceitos, desconhecem prazeres artístico-culturais e se contentam com o pouco que a televisão o oferecem, e isso se constata como uma espécie de herança. Obviamente, um pai que não possui informação não a terá para transmitir aos seus filhos, e é neste gancho que se pode obter o diferencial. O diferencial se faz presente quando pais que não possuem informação buscam as melhores formas para que seus filhos sejam bem informados, nesse caminho, a informação obtida posteriormente será repassada aos pais, é um caminho inverso, porém muito válido. Este fato só vem constatar que falta de informação não se trata de hereditariedade, mas sim, de bom senso!!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Brincadeira de criança

http://www.divertudo.com.br/bau.htm

Brincadeiras Perdidas...

A tecnologia transformou o mundo das crianças e revelou brinquedos que não exigem criatividade ou esforços. As nossas velhas e boas brincadeiras estão se perdendo!
Cadê o pique bandeirinha? As brincadeiras de roda?
Nossas brincadeiras perderam lugar para o computador, o vídeo-game e a televisão!
As crianças de hoje se estagnam diante desses eletrônicos, mal saem de casa e mal vivem...

Como resultado temos pequeninos pálidos, anêmicos, alérgicos, obesos, diabéticos e cheios de manha e preguiçosos!!!

Vamos à padaria com a vovó?
_ Não quero, to vendo TV!

Vamos na festinha da amiga?
- Mas tarde, tenho que passar de fase!! 

Minha nossa!! Estamos assistindo a tudo isso e não estamos fazendo nada.
Será que o problema está com eles com seus responsáveis??

Dicas de maravilhosas brincadeiras: 

- Cinco Marias – é preciso achar 5 pedrinhas de mesmo tamanho ou até mesmo saquinhos feitos com arroz ou areia. Jogue todas as pedrinhas no chão e tire uma delas, depois com a mesma mão jogue para o alto e pegue uma das que ficaram no chão. Faça isso até ter pegado todas. Na segunda rodada ao invés de pegar uma por vez, pegue duas. Na terceira rodada você pega três ao mesmo tempo e na última rodada você pega todas de uma vez só.
– Roda – forme uma roda e cante cantigas antigas, como pau no gato, ciranda-cirandinha, a canoa virou, pirulito que bate bate, samba lelê, se esta rua fosse minha, serra serra serrador, etc.
– Escravos de Jó – Duas pessoas cantam a música (escravos de jó, jogavam caxangá, tira, põe, deixa ficar, guerreiros com guerreiros fazem zigue, zigue zá). Cada um com uma pedrinha ou um bombom na mão e vai seguindo o que diz a música.
– Amarelinha: faça um risco no chão e numere de 1 a 10, no ultimo faça um arco representando o céu. Pule com um pé só dentro de cada quadrado, sem errar.
– Batata quente- As pessoas ficam em círculo e alguém fica de fora. Passem uma bola bem rápida de mão em mão e quem estiver fora diz: “batata quente, quente, quente, …, queimou!”, em quem a bola parar no queimou é eliminado.

PIRRAÇA

Por  Mônica Donetto Guedes

Devemos pensar que os pais, como adultos, precisam ter o controle da situação. Para isso, é importante que eles conheçam de onde vem essa dificuldade desenfreada das crianças em compreenderem as regras e internalizá-las. Precisam pensar também por que afrouxam tanto os limites. Do que têm medo quando estão diante destas crianças que os pressionam com choro, gritos e esperneio?
A criança ao nascer não se vê separada do mundo que a cerca. Inicialmente, sente como se ela e a mãe fosse uma unidade. Como a mãe, nos primeiros dias e meses, está geralmente ali pronta para servi-la, a criança não consegue perceber que é um ser diferente dela. Porém, conforme vai crescendo, começa a notar que nem tudo acontece no tempo em que deseja - e fica irritada, por exemplo, quando a mãe demora a dar o peito, chora porque quer colo etc. Esses "desencontros" são importantes para que a criança nasça psiquicamente. Este "nascimento" se dá por volta dos seis ou sete meses de vida.
Se tudo aconteceu a contento, a criança, nesta fase, já sabe quem é a mãe e quem são as outras pessoas próximas. No entanto, esse saber não é o suficiente para que ela desista de ter o mundo girando à sua volta, pronto para servi-la. Por isso, ela demonstra raiva e tristeza para tudo o que lhe incomoda: vai chorar porque a mãe demora a voltar do trabalho, vai chorar porque quer o colo na hora em que os pais estão jantando, vai chorar quando vê os pais se abraçando, sem dar atenção a ela. Por quê?
Ela vai tentar todo o tempo buscar aquelas primeiras sensações, quando todos pareciam estar prontos para atendê-la.
Nesses primeiros meses e anos, será construída a base para que a criança cresça de forma saudável e seja capaz de enfrentar as dificuldades que a vida poderá lhe impor. Por este motivo, os pais precisam dar disciplina aos pequenos desde cedo. Não existe uma vida de facilidades e os "nãos" que a vida costuma impor a nós, seres humanos, também serão dados os nossos filhos. Acredite: a criança sofrerá muito mais se crescer acreditando que o mundo (a escola, a sociedade, o patrão, o cônjuge) irá tratá-la como príncipe ou princesa!
Lembre-se: crianças sem limites costumam se tornar adolescentes tiranos!
Não pense que você está sendo um bom pai ou uma boa mãe porque pode dar "tudo" o que o seu filho quer. Não pense também que será mais amado por ele porque está sempre pronto a atendê-lo e porque tolera o intolerável!

Crianças não são ingênuas. Ao contrário, percebem desde muito cedo a melhor forma de seduzir os pais e as pessoas próximas. Percebem as fraquezas dos pais e sabem exatamente como convencê-los. E os irmãos, tios, avós, primos, amigos, namorados, professores, chefes... estarão disponíveis a atender suas manhas e seus excessos?
E como resolver?
Quando seu filho estiver teimando, fazendo birra, certamente, além de não perceber os próprios limites, está colocando os seus em xeque. O que fazer nesta hora?
Segure-o pelos braços firmemente. Atenção: firmemente não significa machucá-lo, mas com a força necessária para oferecer à criança a contenção que ela precisa. Olhe também dentro de seus olhos e peça a ela que olhe de volta e, só então, fale com calma e pausadamente o que você quer que ela faça ou deixe de fazer. Pode dizer a ela que você entende o motivo que a leva a chorar, pois você sabe o quanto é chato não conseguir algo que queremos. Diga também que você sabe que muitas vezes ficamos chateados, com raiva ou tristes. Só não deixe de falar que o choro não mudará em nada a sua atitude naquele momento.
E não se esqueça: você realmente precisa acreditar no que está falando e, mais do que qualquer coisa, fazer valer as suas palavras.




Mônica Donetto Guedes é psicanalista, psicopedagoga e pedagoga do Apprendere Espaço Psicopedagógico.



Apprendere é uma clínica que reúne psicopedagogas, psicólogas e psicanalistas com experiência no atendimento a crianças, adolescentes e adultos, além de desenvolver pesquisas focando o desenvolvimento do sujeito no campo da saúde mental e educação.